Essa semana tive a oportunidade de ir num evento de uma loja aqui em Brasília em que as homenageadas eram as ''gordinhas''. Sim, isso mesmo! Desde em que o movimento ''Plus Size'' começou, há uns 3 anos atrás, nós, profissionais da moda e consumidores, ficamos aclamados, pois, para nós, isso seria uma forma de inclusão de um grupo que há tempos era segregado e excluído pela sociedade e suas ditaduras.
A questão é que, desde que o movimento começou, nós temos visto, por varias vezes, ele ser o principal fator discriminatório desse grupo, ou seja, no popular, amar suas curvas, amar nossas peculiaridades não é expor ao mundo nossas ''imperfeiçoes''. Não importa se somos gordinhas ou magrelas, o que importa é valorizar nossos pontos fortes, e dar uma disfarçadinha somente naquilo que nos incomoda. Nós somos diferentes e o padrão midiático não nos serve mais. ou melhor, nunca serviu. Assim, simples e direto!
Ouvir ''aquela pessoa é plus'' ou ''olha, ela é plus size!'' ou ''Nosso plus size é a numeração 42'' é algo que me incomoda! Afinal de contas, integrar é bem diferente de incluir. E dividir a moda e as pessoas em grupos é algo que, ao invés de incluir, exclui!
Toda a cadeia produtiva, da criação até a produção e a equipe de marketing de venda desse produto final deve se preocupar com pessoas que vestem tamanhos maiores, 50, 52, 54, 56, 58.. Sim, essas pessoas existem e assim, como nós magricelas do 32, 34, 36 elas precisam vestir, elas precisam se sentir bem e nunca discriminadas ou excluídas pela ''moda comercial'' não atendê las.
Por fim, deixo meu apelo. Não permitam que a industria da beleza digam quanto nós devemos vestir, como devemos ou como devemos ser, Auto estima faz parte de escolhas pessoais e, no fim, o que importa mesmo é como nós sentimos diante do espelho, sem julgamentos.
Jú romano @ju_romano nos mostrando que sim, gordinha pode tudo, pode calça estampada, pode cor forte, pode estampa marcante. Amor próprio é tudo!





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